Category Archives: Rusga Libertária

[GEFPA] Grupo de Estudos e Formação Política Anarquista – 20 de Novmebro

No dia 20 de Novembro, retomamos o órgão de Formação e Estudos da Teoria e História do Anarquismo. Essa é a instância pública da Rusga Libertária para poder, conjuntamente, dialogar e aproximar da companheirada que possua interesse e acordo com as linhas de ação e organização da nossa corrente ideológica,.

“Em todas as áreas da nossa organização, precisamos realizar propaganda revolucionária consistente, explicando que o Capitalismo é responsável pelo desemprego, pelo aumento dos preços, as escolas e habitações podres e o restante da decadência que vemos ao nosso redor. Devemos expor o fato de que, embora os Nazistas, Klan e outros direitistas fazem dos Negros, Gays, Latinos e outras pessoas oprimidas o bode expiatório para a crise econômica, o seu verdadeiro objetivo é destruir o movimento operário por inteiro, cometer genocídio, iniciar uma guerra aventureira e, por sua vez, transformar os trabalhadores em escravos definitivos do Estado. Portanto, essas forças fascistas são uma ameaça para todos os trabalhadores de todas as nacionalidades. É necessário esclarecer que eles só querem usar os trabalhadores brancos como peões em seu esquema para criar uma ditadura fascista, e todos os trabalhadores devem se unir e revidar e derrubar o Estado, se quiserem ser livres.”

Lorenzo kom’boa Ervin – Anarquismo e Revolução Negra

[PROPAGANDA] 20 de NOVEMBRO: Grupo de Estudos e Formação Política Anarquista

Depois de alguns anos parados, retomamos as atividades da ferramenta de formação e estudos das teorias políticas do anarquismo – voltadas para a perspectiva de luta, organização e envolvimento nas lutas sociais. Além de ter como perspectiva resgate histórico, teórico e de luta da nossa corrente ideológica, o GEFPA tem como intenção realizar formação conjunta entre nossa militância e demais pessoas interessadas em colaborar nos debates/formações e, durante os processos, poder se aproximar das nossas atividades e lutas no cotidiano.

Link para Download e Leitura do Texto Disparador:  Lorezendo K. Ervin – Anarquismo e Revolução Negra (Capítulo 01)
Para tirar dúvidas e obter mais informações sobre o evento: https://www.facebook.com/events/754027104797889/

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TODA SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES/AS DO DETRAN EM GREVE!

TODA SOLIDARIEDADE À COMPANHEIRA CATHERINE E AO COMPANHEIRO MARCOS

Nos últimos anos tem sido possível presenciar a gritante, grotesca e desesperada ação de repressão, criminalização e perseguição das lutas sindicais, camponesas, estudantis – toda luta realizada pelas/os trabalhadoras/es. Se nas grandes metrópoles e capitais a repressão tem sido o maior diálogo demonstrado pelos governos de turno, em Mato Grosso não poderia ser diferente pelo então “Paladino da Justiça”, o grande defensor do slogan de “Mato Grosso, um estado de transformação”; a tal transformação verborragiada pelo Pedro aTaques é explícita ao demonstrar tuas várias facetas autoritárias e criminalizatória das lutas em nossa região.

As políticas de austeridade, privatizações, retrocessos salariais e congelamento dos direitos sociais e trabalhistas – para não falar incineração – é a engrenagem que estará funcionando com grande fervor pelos próximos períodos, para que a engrenagem da destruição funcione é necessário que esteja sempre lubrificada com o sangue e suor dos/as trabalhadores/as. O ocorrido hoje, pela manhã, contra as/os trabalhadoras/es do Detran é uma perfeita demonstração da política que estaremos enfrentando pelos próximos períodos – a reação repressiva só é aplicada com maior contundência quando essa gera incomodo na política do estado.

Urge a necessidade de solidificarmos a solidariedade de classe e organização na luta contra todos os mais variados ataques que viemos sofrendo – desde a esfera federal, estadual e municipal; urge a necessidade de solidificarmos nossas forças na luta coletiva e combativa contra todo retrocesso que os governos querem empurrar contra nossa garganta.

Nós, da Rusga Libertária, estendemos nossa mais sincera e fraterna solidariedade à companheirada que tem travado a luta pela melhoria e garantia de direitos para os/as trabalhadores/as do DETRAN assim como, também, nos colocamos em total repúdio contra a prisão arbitrária da trabalhadora Catherine e do trabalhador Marcos!

Não se ajusta quem peleia, LUTAR NÃO É CRIME!

Contra a Repressão e Criminalização, LUTA E ORGANIZAÇÃO!

 

Rusga Libertária – Organização Anarquista Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Enraizar com Fraternidade e Solidariedade a todas/os que ousam lutar por uma outra Sociedade…

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO E PERSEGUIÇÃO DO ANARQUISMO E LUTAS SOCIAIS, ORGANIZAÇÃO E COMBATIVIDADE POPULAR!

            Nós da Rusga Libertária, organização política de ideologia Anarquista, nos colocamos em total solidariedade com os movimentos sociais que sofreram com a ação criminalizadora e repressiva da Polícia do Rio Grande do Sul, ação explícita de intimidação das/os que se colocam ao lado da população oprimida – da classe trabalhadora. Nos colocamos, também, em total solidariedade com nossa organização irmã Federação Anarquista Gaúcha (FAG); organização que há mais de 20 anos tem contribuído com as lutas populares e com o enraizamento da nossa ideologia.

            Não é de hoje a perseguição, criminalização e tentativa de apagamento do Anarquismo. Desde os fins do século XIX e desenvolver do XX, em vários continentes, que a criminalização e perseguição ao anarquismo é frequente – das mais variadas formas táticas. Nos colocamos, contundentemente, contra o Estado e suas estruturas de opressão, contra esse sistema reprodutor de miséria e assassinatos dos povos originários, camponeses e oprimidos, pois somos sujeitos pertencentes dessa mesma classe oprimida; optamos em nos organizar ideologicamente e assim estarmos melhor instrumentalizados para contribuir nas lutas em nossos locais de moradia, estudos, lazer e trabalho – eis o real motivo pelo qual o Estado persegue, não somente a nós anarquistas, mas todas e todos que se colocam contra esse Sistema Político/Econômico/Cultural/Social.

Bakunin – já tido mandato de prisão pela polícia do Rio de Janeiro em 2013/14 – deixou suas contribuições no século XIX ao escrever que “o mundo reacionário, levado por uma lógica invencível, torna-se cada vez mais religioso. Ele […] persegue as ciências naturais […], põe em todos os países suas iniquidades militares e civis, políticas e sociais sob a proteção do bom Deus, que ele protege poderosamente, nas igrejas e nas escolas, com a ajuda de uma ciência hipocritamente religiosa, servil, indulgente, pesadamente doutrinária, e por todos os meios do qual o Estado dispõe. O reino de Deus no céu, traduzindo-se pelo reino declarado ou mascarado […] e pela exploração em regra do trabalho das massas escravizadas sobre a terra, tal é, hoje, o ideal religioso, social, político e absolutamente lógico do partido da reação […]”, eis a mesma realidade sendo vivida nos últimos tempos. Mas toda essa perseguição não pode servir de ferramenta para afrouxar nossos instrumentos de luta, para engessar nossa rebeldia e convicção ideológica… todos esses ataques que os movimentos sociais e ideológicos tem sofrido, cada vez mais, com maior intensidade servirão (devem servir) de FERMENTO PARA EXPANDIR NOSSAS FORÇAS DE ORGANIZAÇÃO, LUTA E COMBATIVIDADE!

Levantamos nossos punhos fechados contra os opressores… Abrimos nossos braços em fraternidade com nossa companheirada e toda militância social popular do Rio Grande do Sul!

NÃO SE AJUSTA QUEM PELEIA, RODEAR DE SOLIDARIEDADE A TODAS E TODOS QUE OUSAM SE ORGANIZAR E LUTAR POR UMA OUTRA SOCIEDADE!

Pelo Socialismo com Liberdade, Anarquismo Ativo e Organizado!

Arriba Las/os Que Luchan!

Rusga Libertária – Mato Grosso

 

[Parte 03 – Final] Judicialização, Criminalização, Vigilantismo e Perseguição – reflexos da Doutrina de Segurança Nacional

É necessário abrir esse tópico da seguinte forma: Uma Ponte alicerçada pelo PT e reforçada pelo PMDB para que as oligarquias nacionais e internacionais possam caminhar livremente com o povo sucumbido em fragilidade econômica e organizativa. Como mencionado anteriormente, o PT possuiu importante papel nessa estruturação das políticas neoliberais, iniciadas ainda no período de governo federal do PSDB. Suas políticas conciliatórias serviram para manter sua base, de certa forma, letárgicas para uma maior contundência contra os ataques do projeto neodesenvolvimentista – contra as políticas neoliberais que já estavam claras que seriam aplicadas em seu período de governo.

Tomando como exemplo as demais estratégias adotadas em vários países europeus e latinoamericano – que passavam e ainda passam pela retirada de direitos sociais e trabalhistas conquistado pelas lutas históricas das/os trabalhadoras/es -, aumentando métodos de judicialização e criminalização dos setores mais combativos das lutas locais, com perseguição e encarceramento. O aumento de aparatos repressivos e de leis de vigilantismo cibernético, também são estratégicas presenciadas – o medo enquanto efeito de desmobilização, o cárcere enquanto efeito para desorganização, a vigilância enquanto efeito de antecipação das estratégias e táticas de luta popular.

Temer ascende ao poder governamental com todo terreno já preparado para avançar na aplicação das políticas de austeridades. Se antes o PT precisava manter uma conciliação de classe para não perder de vista suas bases de sustentação (o empresariado e a população) e de possíveis defesas futuras (movimentos sociais e partidos de base aliada), o PMDB não precisava e nem precisa passar por tal preocupação; com essa distinção política programático, o uso da luva de pelica não era necessário ser adotado por Temer e com isso o maior foco era passar toda reforma possível – blindar ao máximo aliados e garantir ao máximo maiores regalias ao setores empresariais.

Logicamente que tais políticas passariam por “impulsionar” um “ressurgir” de setores, que há anos estavam em grande apoio de várias das Reformas na era petista. Além da pauta do “Volta Dilma” ou, novamente, “Lula 2018”, tais setores necessitariam se refortificar através de mobilizações de rua para tentar combater os ataques aos líderes supremos e demonstrar serem, novamente, uma melhor opção que o “Novo Governo Cruel e Neoliberal” – como se o governo de antes não tivesse trabalhado no mesmo sentido norteador das austeridades neoliberais empresarial.

Talvez, pela ingenuidade ou pelo seletismo “memorial”, vários setores do vasto campo da esquerda satélite do antigo governo – principalmente os que estiveram na base de eleição e sustentação do governo PT – voltam a um discurso torpe sobre as políticas de austeridade e sobre a criminalização e repressão continuada por Temer. Esse seletismo memorial é uma clara demonstração de tentar, de toda forma possível, novamente, blindar o PT e acirrar forças em uma nova caminhada eleitoral para 2018. Novamente vemos os discursos de “reorganização da esquerda”, “reorganização dos movimentos sociais”, “reorganização das lutas para derrubar os ataques aos direitos”. Ora, só agora que a população oprimida está sofrendo com os ataques das políticas de austeridade? Ao nosso ver, NÃO! Ora, só agora os movimentos sociais organizados (sua amplitude) estão sofrendo com perseguição, criminalização, judicialização e, até mesmo, com o uso das Forças Armadas para conter/reprimir as manifestações? Ao nosso ver, NÃO!

O uso da ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), tornada enquanto demonstração de ilegitimidade e de extremo autoritarismo do governo Temer – argumento muito amplificado pelos setores da oposição do atual governo -, foi em vários momentos utilizados, também, pelo governo PT. O próprio Ministro da Defesa faz esse resgate ao dizer que “de 2010 a 2017, foram realizadas 29 ações de Garantia da Lei e da Ordem” e complementa “entre o dia 20 e 21 de outubro, foram empregadas as Forças Armadas no leilão da Libra, do pré-sal”. Outros momentos onde o uso das Forças Armadas também foi possível ser presenciada: Copa do Mundo, Copa das Confederações, Olimpíadas; além dos momentos apontados enquanto crise de segurança pública em estados como: Pernambuco, Espírito Santo e, o caso mais antigo, Rio de Janeiro. Com toda certeza, se fazermos uma pesquisa mais aprofundada, conseguiremos achar outros momentos em que foram utilizadas as Forças Armadas para manter a “ordem e progresso”.

Esse pequeno histórico do uso das FA é importante para uma maior reflexão sobre as práticas políticas que vários setores executam em seu cotidiano: Seletismo Memorial para uma fuga da autocrítica! Além de servir enquanto ferramenta para análise sobre o que é possível acontecer, nas próximas mobilizações, com o avanço de políticas mais pesadas – dentre as que já foram aprovadas – como a Reforma Trabalhista e Previdenciária.

Presenciar essa constante articulação em torno de um próximo turno eleitoral, em torno de uma possível sustentação governamental conciliatória é derrubar por completo a verdadeira necessidade de enfrentamento contra os futuros e mais nefastos ataques a todos os direitos sociais já conquistados até o presente momento; reverter o vetor social das lutas para eleições 2018 é manter um mesmo vício doentio num “milagre de natal”. Os resquícios de enfraquecimento das lutas estão sendo aceleradas através do avanço da criminalização das/os companheiras/os que têm se colocado nas lutas de rua, a judicialização das lutas mais radicalizadas continuam em corrente fluxo: 23 lutadores/as no Rio Grande do Sul, 18 lutadoras/es em Goiás, Rafael Braga ainda preso e com saúde debilitada, perseguição contra professores/as em Institutos Federais, perseguição contra companheiras/os do MST, assassinato constante contra os povos originários e quilombolas. Essa é uma pequena parte dos resquícios legais deixados pelo governo anterior, esse é parte do futuro que precisamos ficar atentos e firmes nas lutas com mais organização e radicalidade.

Precisamos sim de uma reorganização solidificada dos setores combativos e populares da sociedade, mas não para preparar as fileiras para o próximo turno eleitoral; precisamos sim mantermos firmes e fortes nos enfrentamentos nos locais de trabalho, moradia e estudos, precisamos nos manter firmes/fortes/organizados através de independência de classe, através da democracia direta e através da horizontalidade e fraternidade para um enfrentamento mais eficaz contra a estrutura de dominação. Necessitamos nos solidificar, novamente, na luta anticapitalista e anti-imperialista! Precisamos forjar, desde baixo, um povo forte e combativo; forjados com solidariedade de classe para concretizarmos o Poder Popular. E essas urgências, ao nosso ver, não são cabíveis em políticas de turno.

Contra a Conciliação de Classe, por independência social e combatividade… Ação Direta no Campo e na Cidade!

Contra a repressão e criminalização, Ação Direta com Luta e Organização!

 

Download em PDF: Opinião Anarquista 03 – DSN Uma Análise Anarquista (part.03)