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Vídeo do evento que realizamos no dia 15/07 abordando a luta e a resistência das mulheres curdas.

“[…] dos pilares sobre o qual devemos falar é a libertação da mulher; a auto-organização das mulheres dentro do movimento é um elemento fundamental, e a luta contra o patriarcado é parte fundamental do programa dos revolucionários curdos, […] ‘sem a libertação da mulher não pode haver um Curdistão livre'”.
(A Revolução Ignorada – liberação da mulher, democracia direta e pluralismo radical no oriente médio. pg.59)

 

Biji YPJ!
JIN, JÎYAN, AZADÎ!

“O que une momentos históricos da resistência humana com o desejo de construir um novo mundo, dos primeiros guerreiros da liberdade na história à Comuna de Paris e ao levante dos Zapatistas às praças da liberdade em Rojava, é o poder indestrutível de ousar imaginar. É a coragem de acreditar que a opressão não é o destino. E por isso lutamos pelo desejo mais ancestral da humanidade: A BUSCA PELA LIBERDADE.”

Dilar Dirik

 

“A proposta alternativa surgida dessas críticas (ao Estado) se chama Confederalismo Democrático, um sistema sem um Estado centralizado, onde as mulheres desempenham um protagonismo central para a construção de uma sociedade livre. Neste sistema, a libertação das mulheres é a primeira condição para uma sociedade livre […], uma sociedade só pode ser livre com a libertação das mulheres. “

Melike Yasar

“[…] esta resistência deve proporcionar novas perspectivas sobre as diferentes maneiras como as mulheres, especialmente numa região tão feudal-patriarcal, podem emancipar-se. As mulheres em Rojava não só levam a cabo uma revolução social. Os meios de comunicação de massas fazem caricatura da luta destas mulheres como uma fantasia sexy ocidental e capitalista, mas a verdade é que estas mulheres estão a liderar uma luta social radical que pode desafiar o status quo para além do estado de sítio imposto pelo EI. Em muitos sentidos, esta luta das mulheres de Rojava rompeu os estereótipos orientalistas das mulheres do Médio Oriente como pobres vítimas que estão perdidas. Mas talvez o mais importante é que o mundo aprendeu uma coisa: que há esperança mesmo quando se está completamente rodeado pela escuridão da bandeira do EI. Que outro mundo é possível!

Dilar Dirik