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[GEFPA] GRUPO de ESTUDOS e FORMAÇÃO POLÍTICA ANARQUISTA

Depois de alguns anos parados, retomamos as atividades da ferramenta de formação e estudos das teorias políticas do anarquismo – voltadas para a perspectiva de luta, organização e envolvimento nas lutas sociais. Além de ter como perspectiva resgate histórico, teórico e de luta da nossa corrente ideológica, o GEFPA tem como intenção realizar formação conjunta entre nossa militância e demais pessoas interessadas em colaborar nos debates/formações e, durante os processos, poder se aproximar das nossas atividades e lutas no cotidiano.
 
A retomada do GEFPA ressurge num momento importante para nossa organização política, momento onde possuímos um espaço público destinado para essas e outras atividades, momento onde se faz mais que necessário a aproximação e melhor amarradura estratégica para combater os ataques do Estado aos direitos sociais historicamente conquistados através de muita luta, suor e sangue derramdo.
 
Estaremos dando a retomada desse espaço com o primeiro capítulo do livro “Anarquismo e Revolução Negra”, capítulo que tem como título “Uma análise da supremacia branca”; livro escrito por Lorenzo Kom’boa Ervin. Lorenzo foi membro do SNCC (Comitê de Coordenação de Estudantes Não Violentos de Tennessee Leste) depois passando a integrar o Partido dos Panteras Negras depois da fusão dos dois grupos.
 
A escolha desse texto/tema faz parte da nossa leitura de ser de grande importância a discussão racial e étnica, principalmente ao compreendermos a formação da estrutura de desigualdade social do Estado – em especial o Brasil. Ao mesmo tempo por termos como norte compreensivo a importância da data do dia 20 de novembro e da histórica luta e resistência do povo negro.
 
Venha contribuir e participar desse importante processo formativo e também das lutas.
 
DOWNLOADS:
***Link para download e leitura do Capítulo 01:  Lorezendo K. Ervin – Anarquismo e Revolução Negra (Capítulo 01)
***Link para download do Livro Completo “Anarquismo e Revolução Negra”: Lorezendo K. Ervin – Anarquismo e Revolução Negra

“Contra a Criminalização e Perseguição do Anarquismo, das Lutas Sindicais, Populares e Revolucionárias: LUTAR NÃO É CRIME!”

Clique na imagem para acessar ao evento no Facebook

Evento que estará dando abertura ao nosso cronograma de eventos mensais, destinado para difusão e aproximação de pessoas interessadas com as discussões acerca do pensamento anarquista.

Com os últimos acontecimentos da conjuntura política, onde movimentos sociais e nossa organização irmã Federação Anarquista Gaúcha sofreram investidas criminalizatórias e de perseguição, estaremos realizando no dia 04 de novembro as seguintes atividades:

1° – Lançamento da Campanha: “Contra a criminalização e perseguição do Anarquismo e das Lutas Sindicais, Populares e Revolucionárias: LUTAR NÃO É CRIME!”

O ataque pode estar sendo destinado para nossa corrente ideológica, o Anarquismo, mas toda corrente ideológica que se coloca no campo revolucionário da luta socialista está em risco dentro dessa conjuntura cada vez mais explícita com os ideais conservadores e fascista; o avanço da criminalização através da Lei Antiterror – ainda sancionada no período do governo de Dilma (PT) – poderá ser o grande mote dos governos para reprimir toda luta que possua caráter de maior contundência reivindicatória.

2° – Estaremos realizando lançamento da Revista N° 03 da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), Revista Socialismo Libertário, com a temática “O que é Anarquismo?” – revista que traz nossos acordos teóricos;

 


3° – Cine Vermelho e Negro: Nestor Makhno, um campesino da Ucrânia.
Documentário de 1996, França
Áudio em Espanhol. Sem Legenda (temporariamente)

 

Contamos com a participação e ampliação das organizações e movimentos que têm sem colocado na luta por baixo e à esquerda contra todos os ataques aos direitos sociais, trabalhistas, originários, raciais e de gênero.

Rusga Libertária – organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

TODA SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES/AS DO DETRAN EM GREVE!

TODA SOLIDARIEDADE À COMPANHEIRA CATHERINE E AO COMPANHEIRO MARCOS

Nos últimos anos tem sido possível presenciar a gritante, grotesca e desesperada ação de repressão, criminalização e perseguição das lutas sindicais, camponesas, estudantis – toda luta realizada pelas/os trabalhadoras/es. Se nas grandes metrópoles e capitais a repressão tem sido o maior diálogo demonstrado pelos governos de turno, em Mato Grosso não poderia ser diferente pelo então “Paladino da Justiça”, o grande defensor do slogan de “Mato Grosso, um estado de transformação”; a tal transformação verborragiada pelo Pedro aTaques é explícita ao demonstrar tuas várias facetas autoritárias e criminalizatória das lutas em nossa região.

As políticas de austeridade, privatizações, retrocessos salariais e congelamento dos direitos sociais e trabalhistas – para não falar incineração – é a engrenagem que estará funcionando com grande fervor pelos próximos períodos, para que a engrenagem da destruição funcione é necessário que esteja sempre lubrificada com o sangue e suor dos/as trabalhadores/as. O ocorrido hoje, pela manhã, contra as/os trabalhadoras/es do Detran é uma perfeita demonstração da política que estaremos enfrentando pelos próximos períodos – a reação repressiva só é aplicada com maior contundência quando essa gera incomodo na política do estado.

Urge a necessidade de solidificarmos a solidariedade de classe e organização na luta contra todos os mais variados ataques que viemos sofrendo – desde a esfera federal, estadual e municipal; urge a necessidade de solidificarmos nossas forças na luta coletiva e combativa contra todo retrocesso que os governos querem empurrar contra nossa garganta.

Nós, da Rusga Libertária, estendemos nossa mais sincera e fraterna solidariedade à companheirada que tem travado a luta pela melhoria e garantia de direitos para os/as trabalhadores/as do DETRAN assim como, também, nos colocamos em total repúdio contra a prisão arbitrária da trabalhadora Catherine e do trabalhador Marcos!

Não se ajusta quem peleia, LUTAR NÃO É CRIME!

Contra a Repressão e Criminalização, LUTA E ORGANIZAÇÃO!

 

Rusga Libertária – Organização Anarquista Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Opinião anarquista: o Anarquismo é luta social e exige respeito

Por isso os militantes da Coordenação Anarquista Brasileira, da qual a Federação Anarquista Gaúcha faz parte, são trabalhadoras e trabalhadores, filhos e filhas do povo. Somos militantes, e como tais, atuamos em sindicatos, ocupações de moradia e movimento estudantil e demais espaços sociais. Defendemos o trabalho de base, buscando mobilizar distintos sujeitos sociais desde seus locais de trabalho, estudo e moradia. Portanto não nos prestamos a caricaturas pintadas pela Rede Globo e pelo Delegado Jardim.

Diante desta calunia, que tem por finalidade não apenas tipificar o anarquismo na Lei Antiterror mas também paralisar toda a esquerda revolucionária através do medo, afirmamos que não vamos nos acovardar, seguiremos em luta contra o ajuste e a repressão.

O Anarquismo é luta social e exige respeito

O Anarquismo existe há mais de 150 anos, é fruto do socialismo e uma ferramenta da classe trabalhadora par a conquista de seus direitos. Esteve presente na construção da Primeira Internacional e está nas lutas sociais da atualidade. Uma ideologia que historicamente participou de muitas das lutas organizadas e forjadas pelas mãos dos/as trabalhadores/as em diferentes continentes e países: Comunas Parisienses, Revolução Russa, Revolução Ucraniana, Revolução na Manchúria, Revolução Mexicana e a Patagônia Rebelde na Argentina; as Federações Operárias Regionais na Argentina (FORA) e no Uruguai (FORU). O Anarquismo também esteve presente e contribuiu muito no chamado “sindicalismo revolucionário” no Brasil, ajudando a impulsionar lutas e greves no início do século passado, como a Greve Geral de 1917.

O anarquismo, como ontem, permanece cotidianamente envolvido nas causas sociais, nas lutas sindicais, nas associações de bairros, de moradores. Compromissado em combater as desigualdades e opressões, defendendo o avanço nos direitos das mulheres e LGBTTT, pela demarcação dos territórios indígenas e quilombolas, em apoio e solidariedade aos povos e trabalhadores do campo.

A violência da mídia e da Globo

No último domingo, dia 29/10, em seu programa Fantástico, a Rede Globo tentou, de forma grosseira, confundir sobre o que de fato é a ideologia anarquista, chegando ao ponto de compará-la ao nazismo.

Violência é o que a Globo pratica, ao criminalizar e difamar a ideologia anarquista. Ao expor trocas de mensagens de celular sem nenhuma permissão para isso. É uma atitude irresponsável e leviana que pode prejudicar trabalhos sociais sérios construídos com esforço e compromisso no dia a dia.

Esse tipo de jornalismo serve apenas a seus próprios interesses, buscando lucrar vendendo factoides grosseiros e calúnias. É também um jornalismo servil aos interesses do Capital e da crescente Direita no país repete assim o mesmo papel que teve durante a ditadura civil-militar.

A violência dos poderosos contra o povo

É importante falarmos aqui também de toda a violência contra o povo praticada pelo capital, pelo Estado e governantes. A violência das eternas filas de espera dos hospitais, da falta de remédios e recursos, de salários não pagos aos profissionais da saúde. A violência dos transportes públicos, superlotados e sucateados, dominados por mafiosos amigos de governadores e prefeitos. Vamos lembrar da violência do ensino público abandonado pelo governo para ser privatizado. Os trabalhadores e trabalhadoras da educação que não recebem seus salários, e os estudantes que também são violentados pelo Estado. A violência dos latifundiários, grileiros e bancada ruralista contra os povos indígenas, sendo expulsos de seus territórios, contra os sem-terra e os pequenos agricultores. A violência do Estado e da polícia contra o povo negro, o genocídio nas favelas e periferias.

Mas, apesar disso, quem o estado, a polícia e a mídia rotulam de terroristas e violentos são aqueles que se organizam na busca pela transformação social, pelo fim de toda essa injustiça e desigualdade social promovidas pelos poderosos e capitalistas.

Solidariedade para avançar contra os ataques

A solidariedade por parte da esquerda é fundamental neste momento. Este não é apenas um ataque isolado contra a ideologia Anarquista. Não é possível compreender estes acontecimentos se não os pensarmos inseridos no contexto de avanço da direita no país. E mais ainda, na estrutura mundial de dominação do capital, em especial o imperialismo norte-americano e a forma como ele vêm atuando na América Latina e no Brasil. Para que os recursos naturais deste continente e seus povos sejam cada vez mais explorados, se faz necessário criminalizar e reprimir os movimentos sociais e as organizações políticas. Por isso é, toda a esquerda que está sob ameaça e ataque, assim como os movimentos populares. E todos aqueles que se opõem à sanha do capital internacional e nacional que quer colocar suas garras sobre os recursos naturais e as terras, e explorar ao máximo o povo, destruindo todos os direitos que foram conquistados com muita luta.

Por isso estes ataques devem ser denunciados. É preciso mostrar que o Anarquismo não é que mostra a mentirosa reportagem da Rede Globo, e que vem sendo veiculado pelos outros grandes veículos de informação (SBT e BAND). Não aceitamos nenhuma forma de criminalização muito menos ideológica. Somos historicamente fruto das lutas do nosso povo oprimido e permaneceremos firmes na luta anticapitalista por um mundo novo e uma nova sociedade que carregamos em nossos corações.

CONTRA A FARSA DA REDE GLOBO

ANARQUISMO NÃO É CRIME, É LUTA!

VIVA O ANARQUISMO!

Enraizar com Fraternidade e Solidariedade a todas/os que ousam lutar por uma outra Sociedade…

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO E PERSEGUIÇÃO DO ANARQUISMO E LUTAS SOCIAIS, ORGANIZAÇÃO E COMBATIVIDADE POPULAR!

            Nós da Rusga Libertária, organização política de ideologia Anarquista, nos colocamos em total solidariedade com os movimentos sociais que sofreram com a ação criminalizadora e repressiva da Polícia do Rio Grande do Sul, ação explícita de intimidação das/os que se colocam ao lado da população oprimida – da classe trabalhadora. Nos colocamos, também, em total solidariedade com nossa organização irmã Federação Anarquista Gaúcha (FAG); organização que há mais de 20 anos tem contribuído com as lutas populares e com o enraizamento da nossa ideologia.

            Não é de hoje a perseguição, criminalização e tentativa de apagamento do Anarquismo. Desde os fins do século XIX e desenvolver do XX, em vários continentes, que a criminalização e perseguição ao anarquismo é frequente – das mais variadas formas táticas. Nos colocamos, contundentemente, contra o Estado e suas estruturas de opressão, contra esse sistema reprodutor de miséria e assassinatos dos povos originários, camponeses e oprimidos, pois somos sujeitos pertencentes dessa mesma classe oprimida; optamos em nos organizar ideologicamente e assim estarmos melhor instrumentalizados para contribuir nas lutas em nossos locais de moradia, estudos, lazer e trabalho – eis o real motivo pelo qual o Estado persegue, não somente a nós anarquistas, mas todas e todos que se colocam contra esse Sistema Político/Econômico/Cultural/Social.

Bakunin – já tido mandato de prisão pela polícia do Rio de Janeiro em 2013/14 – deixou suas contribuições no século XIX ao escrever que “o mundo reacionário, levado por uma lógica invencível, torna-se cada vez mais religioso. Ele […] persegue as ciências naturais […], põe em todos os países suas iniquidades militares e civis, políticas e sociais sob a proteção do bom Deus, que ele protege poderosamente, nas igrejas e nas escolas, com a ajuda de uma ciência hipocritamente religiosa, servil, indulgente, pesadamente doutrinária, e por todos os meios do qual o Estado dispõe. O reino de Deus no céu, traduzindo-se pelo reino declarado ou mascarado […] e pela exploração em regra do trabalho das massas escravizadas sobre a terra, tal é, hoje, o ideal religioso, social, político e absolutamente lógico do partido da reação […]”, eis a mesma realidade sendo vivida nos últimos tempos. Mas toda essa perseguição não pode servir de ferramenta para afrouxar nossos instrumentos de luta, para engessar nossa rebeldia e convicção ideológica… todos esses ataques que os movimentos sociais e ideológicos tem sofrido, cada vez mais, com maior intensidade servirão (devem servir) de FERMENTO PARA EXPANDIR NOSSAS FORÇAS DE ORGANIZAÇÃO, LUTA E COMBATIVIDADE!

Levantamos nossos punhos fechados contra os opressores… Abrimos nossos braços em fraternidade com nossa companheirada e toda militância social popular do Rio Grande do Sul!

NÃO SE AJUSTA QUEM PELEIA, RODEAR DE SOLIDARIEDADE A TODAS E TODOS QUE OUSAM SE ORGANIZAR E LUTAR POR UMA OUTRA SOCIEDADE!

Pelo Socialismo com Liberdade, Anarquismo Ativo e Organizado!

Arriba Las/os Que Luchan!

Rusga Libertária – Mato Grosso