“Contra a Criminalização e Perseguição do Anarquismo, das Lutas Sindicais, Populares e Revolucionárias: LUTAR NÃO É CRIME!”

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Evento que estará dando abertura ao nosso cronograma de eventos mensais, destinado para difusão e aproximação de pessoas interessadas com as discussões acerca do pensamento anarquista.

Com os últimos acontecimentos da conjuntura política, onde movimentos sociais e nossa organização irmã Federação Anarquista Gaúcha sofreram investidas criminalizatórias e de perseguição, estaremos realizando no dia 04 de novembro as seguintes atividades:

1° – Lançamento da Campanha: “Contra a criminalização e perseguição do Anarquismo e das Lutas Sindicais, Populares e Revolucionárias: LUTAR NÃO É CRIME!”

O ataque pode estar sendo destinado para nossa corrente ideológica, o Anarquismo, mas toda corrente ideológica que se coloca no campo revolucionário da luta socialista está em risco dentro dessa conjuntura cada vez mais explícita com os ideais conservadores e fascista; o avanço da criminalização através da Lei Antiterror – ainda sancionada no período do governo de Dilma (PT) – poderá ser o grande mote dos governos para reprimir toda luta que possua caráter de maior contundência reivindicatória.

2° – Estaremos realizando lançamento da Revista N° 03 da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), Revista Socialismo Libertário, com a temática “O que é Anarquismo?” – revista que traz nossos acordos teóricos;

 


3° – Cine Vermelho e Negro: Nestor Makhno, um campesino da Ucrânia.
Documentário de 1996, França
Áudio em Espanhol. Sem Legenda (temporariamente)

 

Contamos com a participação e ampliação das organizações e movimentos que têm sem colocado na luta por baixo e à esquerda contra todos os ataques aos direitos sociais, trabalhistas, originários, raciais e de gênero.

Rusga Libertária – organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

TODA SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES/AS DO DETRAN EM GREVE!

TODA SOLIDARIEDADE À COMPANHEIRA CATHERINE E AO COMPANHEIRO MARCOS

Nos últimos anos tem sido possível presenciar a gritante, grotesca e desesperada ação de repressão, criminalização e perseguição das lutas sindicais, camponesas, estudantis – toda luta realizada pelas/os trabalhadoras/es. Se nas grandes metrópoles e capitais a repressão tem sido o maior diálogo demonstrado pelos governos de turno, em Mato Grosso não poderia ser diferente pelo então “Paladino da Justiça”, o grande defensor do slogan de “Mato Grosso, um estado de transformação”; a tal transformação verborragiada pelo Pedro aTaques é explícita ao demonstrar tuas várias facetas autoritárias e criminalizatória das lutas em nossa região.

As políticas de austeridade, privatizações, retrocessos salariais e congelamento dos direitos sociais e trabalhistas – para não falar incineração – é a engrenagem que estará funcionando com grande fervor pelos próximos períodos, para que a engrenagem da destruição funcione é necessário que esteja sempre lubrificada com o sangue e suor dos/as trabalhadores/as. O ocorrido hoje, pela manhã, contra as/os trabalhadoras/es do Detran é uma perfeita demonstração da política que estaremos enfrentando pelos próximos períodos – a reação repressiva só é aplicada com maior contundência quando essa gera incomodo na política do estado.

Urge a necessidade de solidificarmos a solidariedade de classe e organização na luta contra todos os mais variados ataques que viemos sofrendo – desde a esfera federal, estadual e municipal; urge a necessidade de solidificarmos nossas forças na luta coletiva e combativa contra todo retrocesso que os governos querem empurrar contra nossa garganta.

Nós, da Rusga Libertária, estendemos nossa mais sincera e fraterna solidariedade à companheirada que tem travado a luta pela melhoria e garantia de direitos para os/as trabalhadores/as do DETRAN assim como, também, nos colocamos em total repúdio contra a prisão arbitrária da trabalhadora Catherine e do trabalhador Marcos!

Não se ajusta quem peleia, LUTAR NÃO É CRIME!

Contra a Repressão e Criminalização, LUTA E ORGANIZAÇÃO!

 

Rusga Libertária – Organização Anarquista Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Opinião anarquista: o Anarquismo é luta social e exige respeito

Por isso os militantes da Coordenação Anarquista Brasileira, da qual a Federação Anarquista Gaúcha faz parte, são trabalhadoras e trabalhadores, filhos e filhas do povo. Somos militantes, e como tais, atuamos em sindicatos, ocupações de moradia e movimento estudantil e demais espaços sociais. Defendemos o trabalho de base, buscando mobilizar distintos sujeitos sociais desde seus locais de trabalho, estudo e moradia. Portanto não nos prestamos a caricaturas pintadas pela Rede Globo e pelo Delegado Jardim.

Diante desta calunia, que tem por finalidade não apenas tipificar o anarquismo na Lei Antiterror mas também paralisar toda a esquerda revolucionária através do medo, afirmamos que não vamos nos acovardar, seguiremos em luta contra o ajuste e a repressão.

O Anarquismo é luta social e exige respeito

O Anarquismo existe há mais de 150 anos, é fruto do socialismo e uma ferramenta da classe trabalhadora par a conquista de seus direitos. Esteve presente na construção da Primeira Internacional e está nas lutas sociais da atualidade. Uma ideologia que historicamente participou de muitas das lutas organizadas e forjadas pelas mãos dos/as trabalhadores/as em diferentes continentes e países: Comunas Parisienses, Revolução Russa, Revolução Ucraniana, Revolução na Manchúria, Revolução Mexicana e a Patagônia Rebelde na Argentina; as Federações Operárias Regionais na Argentina (FORA) e no Uruguai (FORU). O Anarquismo também esteve presente e contribuiu muito no chamado “sindicalismo revolucionário” no Brasil, ajudando a impulsionar lutas e greves no início do século passado, como a Greve Geral de 1917.

O anarquismo, como ontem, permanece cotidianamente envolvido nas causas sociais, nas lutas sindicais, nas associações de bairros, de moradores. Compromissado em combater as desigualdades e opressões, defendendo o avanço nos direitos das mulheres e LGBTTT, pela demarcação dos territórios indígenas e quilombolas, em apoio e solidariedade aos povos e trabalhadores do campo.

A violência da mídia e da Globo

No último domingo, dia 29/10, em seu programa Fantástico, a Rede Globo tentou, de forma grosseira, confundir sobre o que de fato é a ideologia anarquista, chegando ao ponto de compará-la ao nazismo.

Violência é o que a Globo pratica, ao criminalizar e difamar a ideologia anarquista. Ao expor trocas de mensagens de celular sem nenhuma permissão para isso. É uma atitude irresponsável e leviana que pode prejudicar trabalhos sociais sérios construídos com esforço e compromisso no dia a dia.

Esse tipo de jornalismo serve apenas a seus próprios interesses, buscando lucrar vendendo factoides grosseiros e calúnias. É também um jornalismo servil aos interesses do Capital e da crescente Direita no país repete assim o mesmo papel que teve durante a ditadura civil-militar.

A violência dos poderosos contra o povo

É importante falarmos aqui também de toda a violência contra o povo praticada pelo capital, pelo Estado e governantes. A violência das eternas filas de espera dos hospitais, da falta de remédios e recursos, de salários não pagos aos profissionais da saúde. A violência dos transportes públicos, superlotados e sucateados, dominados por mafiosos amigos de governadores e prefeitos. Vamos lembrar da violência do ensino público abandonado pelo governo para ser privatizado. Os trabalhadores e trabalhadoras da educação que não recebem seus salários, e os estudantes que também são violentados pelo Estado. A violência dos latifundiários, grileiros e bancada ruralista contra os povos indígenas, sendo expulsos de seus territórios, contra os sem-terra e os pequenos agricultores. A violência do Estado e da polícia contra o povo negro, o genocídio nas favelas e periferias.

Mas, apesar disso, quem o estado, a polícia e a mídia rotulam de terroristas e violentos são aqueles que se organizam na busca pela transformação social, pelo fim de toda essa injustiça e desigualdade social promovidas pelos poderosos e capitalistas.

Solidariedade para avançar contra os ataques

A solidariedade por parte da esquerda é fundamental neste momento. Este não é apenas um ataque isolado contra a ideologia Anarquista. Não é possível compreender estes acontecimentos se não os pensarmos inseridos no contexto de avanço da direita no país. E mais ainda, na estrutura mundial de dominação do capital, em especial o imperialismo norte-americano e a forma como ele vêm atuando na América Latina e no Brasil. Para que os recursos naturais deste continente e seus povos sejam cada vez mais explorados, se faz necessário criminalizar e reprimir os movimentos sociais e as organizações políticas. Por isso é, toda a esquerda que está sob ameaça e ataque, assim como os movimentos populares. E todos aqueles que se opõem à sanha do capital internacional e nacional que quer colocar suas garras sobre os recursos naturais e as terras, e explorar ao máximo o povo, destruindo todos os direitos que foram conquistados com muita luta.

Por isso estes ataques devem ser denunciados. É preciso mostrar que o Anarquismo não é que mostra a mentirosa reportagem da Rede Globo, e que vem sendo veiculado pelos outros grandes veículos de informação (SBT e BAND). Não aceitamos nenhuma forma de criminalização muito menos ideológica. Somos historicamente fruto das lutas do nosso povo oprimido e permaneceremos firmes na luta anticapitalista por um mundo novo e uma nova sociedade que carregamos em nossos corações.

CONTRA A FARSA DA REDE GLOBO

ANARQUISMO NÃO É CRIME, É LUTA!

VIVA O ANARQUISMO!

Enraizar com Fraternidade e Solidariedade a todas/os que ousam lutar por uma outra Sociedade…

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO E PERSEGUIÇÃO DO ANARQUISMO E LUTAS SOCIAIS, ORGANIZAÇÃO E COMBATIVIDADE POPULAR!

            Nós da Rusga Libertária, organização política de ideologia Anarquista, nos colocamos em total solidariedade com os movimentos sociais que sofreram com a ação criminalizadora e repressiva da Polícia do Rio Grande do Sul, ação explícita de intimidação das/os que se colocam ao lado da população oprimida – da classe trabalhadora. Nos colocamos, também, em total solidariedade com nossa organização irmã Federação Anarquista Gaúcha (FAG); organização que há mais de 20 anos tem contribuído com as lutas populares e com o enraizamento da nossa ideologia.

            Não é de hoje a perseguição, criminalização e tentativa de apagamento do Anarquismo. Desde os fins do século XIX e desenvolver do XX, em vários continentes, que a criminalização e perseguição ao anarquismo é frequente – das mais variadas formas táticas. Nos colocamos, contundentemente, contra o Estado e suas estruturas de opressão, contra esse sistema reprodutor de miséria e assassinatos dos povos originários, camponeses e oprimidos, pois somos sujeitos pertencentes dessa mesma classe oprimida; optamos em nos organizar ideologicamente e assim estarmos melhor instrumentalizados para contribuir nas lutas em nossos locais de moradia, estudos, lazer e trabalho – eis o real motivo pelo qual o Estado persegue, não somente a nós anarquistas, mas todas e todos que se colocam contra esse Sistema Político/Econômico/Cultural/Social.

Bakunin – já tido mandato de prisão pela polícia do Rio de Janeiro em 2013/14 – deixou suas contribuições no século XIX ao escrever que “o mundo reacionário, levado por uma lógica invencível, torna-se cada vez mais religioso. Ele […] persegue as ciências naturais […], põe em todos os países suas iniquidades militares e civis, políticas e sociais sob a proteção do bom Deus, que ele protege poderosamente, nas igrejas e nas escolas, com a ajuda de uma ciência hipocritamente religiosa, servil, indulgente, pesadamente doutrinária, e por todos os meios do qual o Estado dispõe. O reino de Deus no céu, traduzindo-se pelo reino declarado ou mascarado […] e pela exploração em regra do trabalho das massas escravizadas sobre a terra, tal é, hoje, o ideal religioso, social, político e absolutamente lógico do partido da reação […]”, eis a mesma realidade sendo vivida nos últimos tempos. Mas toda essa perseguição não pode servir de ferramenta para afrouxar nossos instrumentos de luta, para engessar nossa rebeldia e convicção ideológica… todos esses ataques que os movimentos sociais e ideológicos tem sofrido, cada vez mais, com maior intensidade servirão (devem servir) de FERMENTO PARA EXPANDIR NOSSAS FORÇAS DE ORGANIZAÇÃO, LUTA E COMBATIVIDADE!

Levantamos nossos punhos fechados contra os opressores… Abrimos nossos braços em fraternidade com nossa companheirada e toda militância social popular do Rio Grande do Sul!

NÃO SE AJUSTA QUEM PELEIA, RODEAR DE SOLIDARIEDADE A TODAS E TODOS QUE OUSAM SE ORGANIZAR E LUTAR POR UMA OUTRA SOCIEDADE!

Pelo Socialismo com Liberdade, Anarquismo Ativo e Organizado!

Arriba Las/os Que Luchan!

Rusga Libertária – Mato Grosso

 

[CAB] 25 anos do Massacre do Carandiru: A gente não esquece, isso ainda acontece!

A gente não esquece…

O dia 2 de outubro de 1992 foi marcado pela maior chacina que o Estado Brasileiro realizou através da Policia Militar em um presídio.  Foram 111 pessoas mortas no Carandiru, 89 delas ainda aguardavam a primeira audiência, todas foram sentenciadas a pena de morte quando o governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, deu a ordem através de seu secretário de segurança, Pedro Franco de Campos, para a Policia Militar invadir o presídio para conter um tumulto em dos pavilhões do presídio.

A polícia militar se fez presente através do 1º Batalhão de Choque, chefiado pelo ex-comandante da Rota, Antonio Chiari, 2º Batalhão, sob o comando de Edson Faroro, 3º Batalhão, sob o comando de Edson Faroro, Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), comandado pelo major Wanderley Mascarenhas e o Comando de Operações Especiais (COE), liderando a operação estava o coronel Ubiratan Guimarães, a convite do diretor do Carandiru, José Ismael Pedrosa.

A maior parte dos mortos da chacina aconteceu no Pavilhão 9, onde estavam os réus primários e detidos que aguardavam a primeira audiência, após o massacre a pericia constatou que a maior parte dos mortos havia sido atingidos por disparos na cabeça ou no tórax o que confirma que foram vitimas de execuções sumárias.

Nenhum policial militar que participou da chacina foi punido, ainda que alguns tenham sido condenados entre 2013 e 2014, a sentença de condenação foi anulada no ano passado, dos 74 policiais que foram indiciados pelo massacre, 58 foram promovidos e 7 seguem atuando nas ruas de São Paulo.

…Isso ainda acontece!

25 anos após o maior massacre da história do sistema penitenciário brasileiro, por falhas e negligencias do Estado, não se sabe ao certo o número de pessoas presas no Brasil estima se que sejam mais de 622mil pessoas, o que coloca o Brasil como o quarto país que mais encarcera no mundo.

O ano que marca um quarto de século de impunidade do Massacre do Carandiru, registrou em seus primeiro quinze dias um  número de mortos que supera o Massacre de 1992, na primeira metade de janeiro de 2017 o Brasil já registrava  mais de 130 mortes violentas em presídios, no primeiro dia do ano 56 pessoas foram mortas no complexo prisional Anísio Jobim, presidio privado no Amazonas  administrado pela empresa Umanizzare Gestão Prisional E Serviços Ltda., logo veio o massacre na penitenciária Agrícola de Monte Cristo em Roraima, que deixou 33 mortos, e em seguida o massacre na penitenciaria de Alcaçuz no Rio Grande do Norte, deixando 26 mortos, demais mortes aconteceram em São Paulo, Santa Catarina, Paraná.

A superlotação dos presídios vem criando cenas dantescas, como no caso do Rio Grande do Sul onde pessoas se acumulam em frente a delegacias algemadas dentro de viaturas, em corrimões de escadas e até mesmo em lixeiras aguardam por semanas a liberação de vagas nos presídios.

Massacres como o do Carandiru ou os mais recentes saltam aos olhos, ganham visibilidade, pois não há como esconder centenas de mortos de uma única vez,  porém o Estado tem dispositivos mais silenciosos  para operar a sua necropolítica, quando o Estado não mata, ele deixa morrer através das doenças não tratadas que se alastram pelos presídios como é o caso da tuberculose, cuja a disseminação incontrolável nos presídios colocou o Brasil na lista dos 20 países com maior incidência de tuberculose no mundo.

Diante dos massacres e da superlotação há quem afirme a existência de uma crise, acusando assim um mau funcionamento do sistema prisional brasileiro, o que alguns insistem em chamar de crise nos chamamos de Projeto de Estado, pois o superencarceramento é apenas mais uma das faces do genocídio do povo negro e periférico no Brasil.

 

Pelo fim do genocídio do povo negro e periférico!

Por uma sociedade livre de prisões!

[RL]