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[CARTILHA] – BAKUNIN, MALATESTA E O DEBATE DA PLATAFORMA: A QUESTÃO DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ANARQUISTA

Capa ImpressãoA intenção de produzir este material em formato de cartilha é a de trazer para discussão a necessidade da organização anarquista. Apresentamos, assim, alguns importantes referenciais teóricos que realizaram esse debate durante o próprio desenvolver histórico/prático do anarquismo.
Para nós da Rusga Libertária, a organização deve ter “por base comum um regulamento interno e um programa estratégico; os quais estabelecem, respectivamente, seu funcionamento orgânico, suas bases político-ideológicas e programático-estratégicas, forjando um eixo comum para a atuação anarquista”.
Trazendo as reflexões de Bakunin, Malatesta e o Grupo Dielo Truda – também os debates realizados entre os dois últimos. É exposto, neste material, um pouco do referencial que tomamos para a própria formação da nossa organização política. Jamais tomando como “deuses” ou “dogmas irrefutáveis”, mas, tendo-os como ferramenta importante para a própria compreensão dos debates traçados sobre a forma e o papel da organização política anarquista.

Estudar, Organizar e Lutar – unindo sempre teoria e prática – tendo como norte a Costrução do Poder Popular!!!

[CARTILHA] – QUEM É LUCY PARSONS? A MITOLOGIZAÇÃO E A REAPROPRIAÇÃO DE UMA HEROÍNA RADICAL

mtssteamprofile1O texto que disponibilizamos nesta cartilha é uma tradução, realizada coletivamente, do inglês para o português. O artigo foi escrito por Casey Williams e aborda um pouco da vida da anarquista estadunidense Lucy Parsons, a partir da discussão em torno da apropriação que, muitas vezes, se faz de sua biografia. Em primeiro lugar, nosso objetivo é publicizar material sobre Lucy, já que existem poucas publicações em língua portuguesa que tratem dessa importante militante; em segundo, a escolha desse artigo baseia-se no caráter abrangente das informações que ele nos traz, passando por acontecimentos de sua vida, questões discutidas a respeito de seu envolvimento nas diversas lutas de seu momento histórico, além da tentativa de uso do seu nome por conveniência acadêmica ou politiqueira.

Para nós anarquistas, manter viva a memória das/os muitas/os que lutaram no decorrer da história é uma tarefa sempre necessária, dado o fato de que o apagamento de nossas participações nesse curso não é raro. Quando se trata de uma militante mulher, sabemos que esse apagamento é ainda mais feroz. E é por isso que cabe a nós relembrar mulheres como Louise Michel ou Lucy Parsons, ou tantas outras cujas histórias estão por aí nos cantos da História oficial; empurradas para debaixo do tapete pelos que contam a história da ótica do Estado, do patriarcado, do sistema e sua ideologia. Cabe a nós sacudirmos a poeira deixada sobre a participação dessas mulheres e mostrarmos que suas vozes se fizeram ouvir em suas épocas; que suas vidas, construídas com protagonismo de suas lutas, estiveram contadas nas entrelinhas oficiais, mas podem ser conhecidas pelos esforços daqueles que se dedicam ou dedicaram a mantê-las vivas.

Para além de manter viva a história de Lucy Parsons, conhecer um pouco de sua vida e suas lutas é importante nos dias de hoje para que tenhamos uma compreensão dos próprios fatos históricos, bem como, para que possamos fazer dessa história uma aprendizagem para nossa resistência atual. Entre tantas as lutas nas quais Lucy participou, seja com as trabalhadoras e os trabalhadores, seja com a organização das mulheres costureiras, seu trabalho e esforço para que os desdobramentos e a injustiça do caso Haymarket fossem conhecidos e questionados tiveram grande importância para a história das oprimidas e dos oprimidos. Em sua campanha pela libertação dos condenados sem provas, Lucy desempenhou mais que uma campanha. Ela também levou a público o esquema realizado pelos poderes da época para assassinar os oito militantes anarquistas acusados como líderes e responsáveis pela bomba; além de mostrar a lógica desse esquema, denunciou aqueles envolvidos e a quem tal condenação serviria. Nessa campanha, Lucy deixa uma mensagem clara para as novas e os novos militantes, a de que todo o sistema estava estruturado para atacá-los e condená-los; por isso, deveriam se preparar para a luta e a resistência.

Lucy Parsons lutou incansavelmente por manter viva a memória dos acontecimentos e para mostrar a verdade sobre a farsa do julgamento dos Mártires de Chicago. Seus escritos ainda são a memória do que ocorreu e foram os responsáveis, em grande parte, pelo reconhecimento dos fatos na época. A luta de Lucy é um exemplo de como uma mulher lutando significa tanto na luta geral da classe trabalhadora. Conhecer um pouco mais sobre Lucy é compreender e aprender muito sobre nosso próprio papel militante ainda hoje em dia! Que esta cartilha contribua com isso!

VIVA LUCY PARSONS! PRESENTE! PRESENTE! PRESENTE!

VIVA AS MULHERES QUE LUTAM!